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Espírita - Brasil

terça-feira, 5 de novembro de 2013

DEUS NÃO PUNE E NEM PRIVILEGIA NINGUÉM!

Diante de alguma MALDADE OU INJUSTIÇA, ouvimos sempre a afirmação de que a Justiça Divina imporá a devida sanção para aquele mal, ali praticado. Mais enfática se torna essa afirmação quando o autor do  delito escapa à justiça dos homens. Nessas circunstâncias, é inevitável vir à nossa mente a ideia de um Deus - Supremo Juiz - ditando sentenças e impondo sanções para que o culpado seja devidamente punido, então, com toda a certeza,  sem nenhuma apelação: ERROU TEM QUE PAGAR!

Esquecemos que a Justiça Divina não impõe sanções, até porque as sentenças divinas já estão lavradas e o cumprimento delas sempre vai se materializar com a própria vida a ser vivida, pelo infrator, nesta ou em outras etapas:

CADA UM RECEBA CONFORME AS SUAS AÇÕES !

CADA UM COLHERÁ O MAL OU O BEM QUE SEMEOU !

CADA UM REEQUILIBRARÁ AS ENERGIAS QUE DESEQUILIBROU !

Simples assim! 

Diante do mal, a sentença divina impõe a vida resultante das ações praticadas. Impõe aprendizado em novas oportunidades. Impõe arrependimento. Impõe o perdão, dado e recebido. 

Nada de sofrimentos eternos! Nada de "olho por olho"! 

O amor e a caridade cobrem uma multidão de erros.

As Leis de Deus são eternas e imutáveis!  O Seu amor por nós, por elas se materializa!

Quando invocamos a Justiça Divina, devíamos ter em mente que estamos invocando o amor e a misericórdia divina que a todos permite uma nova oportunidade para sanar o mal causado. 

Melhor desfazermos a ideia de um Deus de plantão que castigará o infrator e substitui-la  por essa imagem de um Deus Boníssimo, que perdoará o infrator, assim que este corrigir todo o mal que causou.

Assim, todo o mal será perdoado, depois de corrigido nos seus efeitos maléficos.

Quando virmos o mal triunfar ou dele sofrermos consequências, compete-nos nos esforçar para perdoar a quem o causa, assim como Deus irá perdoará, nas condições do reparo e do arrependimento. Comecemos a destinar pensamentos de amor  para toda aquela situação em que o mal ocorreu. É imprescindível pedir a extinção dos vínculos negativos que se criaram naquela ação. Não podemos ficar presos nas energias do rancor, da mágoa, da tristeza, do ressentimento ou de qualquer outra forma de melancolia.

Se formos nós que demos causa ao mal, também aqui deve caber essa compreensão, a fim de que possamos nos arrepender  e pedir a Deus a oportunidade de retificar aqueles efeitos. Deus compreenderá o nosso arrependimento e nos dará a chance desse aprendizado. Perdoemos a nós mesmos, como Deus o fará. 

Aguardemos a oportunidade de reequilibrarmos as energias que deixamos para trás em desequilíbrio. Pode que venha o sofrimento para essa reparação, portanto, impõe-se a resignação e a gratidão a Deus pelo próprio sofrimento que recebermos.

É essencial que nenhum sentimento de culpa atrapalhe o nosso caminhar. Reconheçamos nossos erros e peçamos a Deus o perdão e a oportunidade da reparação. O nosso tempo é agora, daqui para frente. Libertemo-nos da ideia de culpa e cultivemos a ideia de que sempre estaremos reparando o erro anterior, se assim aceitarmos e agirmos.

Ninguém tem um passado tão limpo que não haja algo a corrigir. Se vivemos nesse planeta de expiação, Deus sabe as razões e motivos para aqui estarmos e convivermos com tantas injustiças e arbitrariedades. Nesse ambiente, estamos expiando a nossa "culpa", isto é, estamos colhendo o próprio mal que semeamos, em época outras, nesse nosso roteiro de crescimento espiritual.

O sofrimento não deve ser admitido como a Punição Divina e sim como a feliz e auspiciosa oportunidade de "pagarmos até o último ceitil" do mal que já tenhamos causado. Cumprida essa etapa com louvor e aprendizado, teremos a oportunidade de vivermos num mundo mais feliz.

Esse mundo mais feliz poderá ser uma Terra  renovada, habitada por espíritos mais conscientes da pratica do bem, para si e para os seus semelhantes. Um mundo sem doenças, sem maldades e sem injustiças. Um mundo de conscientização espiritual onde o Espírito complete o ciclo de suas reencarnações e possa ascender aos mundos espiritualizados. 

É bom contemplar o céu estrelado e ver as estrelas "piscando", chamando-nos para uma vida de amor e de felicidade.

Deus não pune e nem privilegia ninguém!

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