Quem sou eu

Minha foto
Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

80 Anos de Idade... e avante...

Malgrado as tremendas restrições sociais impostas como forma de combate à pandemia do Corona Vírus "covid-19", cheguei aos oitenta anos no dia 18 de agosto de 2020. Impunha não realizar qualquer evento social para comemorar aquela data. Por meu lado, veio a calhar a restrição à aglomerações festivas, pois sempre fui avesso a me tornar o "centro de atenções" e  objeto de "paparicações".

Mesmo assim, não havia como não realizar uma pequena comemoração, em família, mantendo os cuidados de pouco contato e muita assepsia. Haja álcool 70 graus e fartura de banhos.

Do Rio de janeiro vieram para Fortaleza a minhas filhas Paula Maria e Thereza Helena, os netos Luíza Helena e Leonardo, além de uma amiga de família, a Maria Helena, que conosco convive há 20 anos. Juntando os familiares daqui chegamos a um grupo de 15 pessoas, aí contados uma bisneta de 4 anos e o neto mais novo de 2 anos, além da amiga Lorena e sua filha Júlia, ambas já consideradas como pessoas da família, tal o nível de amor que nos une.

A forma mais adequada para realizar uma pequena comemoração foi alugar uma grande casa de praia, em local adequadamente isolado, de forma a não criar maior aglomeração.  E foi assim que comemoramos os meus 80 anos de vida, com saúde,  muito bolo, doces, churrasco e feijoada., tudo no ritmo de muita alegria, brincadeiras e muito riso. Foi um reencontro familiar inesquecível. A praia e a piscina foram devidamente aproveitadas também.

Mais uma vez, pude sentir a união de nossa família, o amor, respeito e carinho que sempre nos ligaram, na base do "um por todos, todos por um".

Eu só tenho a agradecer a Deus e a todos que formam o meu grupo familiar, especialmente à minha esposa Mimi, cujo amor estruturou tudo nessa família.

Agora que o futuro se abriu para além dos oitenta anos, patenteando toda essa alegria e carinho reunidos, sinto-me renovado e parto alegre para o restante da minha vida, com gratidão, mas sem formular muitas expectativas quanto aos anos que ainda me possam ser presenteados. 

É momento de agradecer, também, aos que leram as matérias do meu Blog, nesses 8 anos de existência, totalizando 320.000 acessos, pois que estou certo de que escrever e partilhar assuntos nesse "espaço", trouxe alegria e sentimento de ocupar um lugar no mundo, mesmo quando a velhice chega já disposta a nos humilhar no hábito de cultivar o ego.

Com humildade, um abraço a todos que chegarem a ler esse pequeno texto.

.-.-.-.-.-.-.-.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

MEDICINA E TECNOLOGIA

 Querendo ou não, todos nós somos partes na questão médica pois a nossa saúde é mesmo o bem mais desejado na vida.

Mediante um olhar leigo, parece-me que as novas tecnologias já assumiram um papel expressivo na rotina do diagnóstico e tratamento das doenças. Quase podemos dizer que o médico já é dependente da tecnologia para exercer sua atividade.  

Outro fator importante que se nota é que a medicina, aos poucos e contra a vontade arcaica, já começa a admitir a integralidade do ser humano, para incluir na existencia e sobrevivência fatores não físicos que precisam estar harmônicos. É um grande avanço porque a medicina sempre tratou apenas o corpo e os sintomas dectáveis das irregularidades na saúde do indivíduo. Com essa nova visão, cresce em importância as causas da doença e não apenas os seus sintomas.

Também, marcadores de células e fatores de luminescência já estão sendo utilizados para visualização das áreas e tecidos internos do organismo. As cirurgias já são feitas com invasão mínima e maior conforto para o paciente.

Nestes meus 80 anos de vida, pude viver um inpensável avanço da medicina, sob a ótica do usuário-paciente. Venho do tempo dos chás caseiros e primeiros xaropes formulados na própria farmácia. Posso dizer que sou  contemporâneo do surgimento dos antibióticos, da anestesia - posterior ao clorofórmio - bem anterior  às tecnologia das imagens internas do corpo.

De quando era criança, eu me lembro que todas as cirurgias representavam risco iminente para a vida. Ser operado era quase uma aposta na vida. Eu mesmo vivenciei a anestesia do clorofórmio em duas operações, ambas sem o recurso das imagens radiográficas ou exames laboratoriais, nos anos de 1950. Naquela oportunidade fiquei internado 50 dias e cheguei mesmo a receber a extrema-unção ministrada pelo padre capelão do hospital. 

Hoje, somos o futuro em relação a 1950. Já usufruímos de recursos maravilhosos sequer sonhados naquele longínquo passado. 

E agora, como pensar o futuro em mais 50 anos? Será possível erradicar a maioria das doenças? Evoluirá para proporcionar saúde plena a todos os cidadãos da Terra?

A medicina é um dos mais expressivos segmentos econômicos do planeta. Os investimentos  se contam por bilhões de dólares e os lucros, igualmente. Trilhões de dólares se movimentam e entram nesse jogo: Universidades, novas tecnologias, Laboratórios, pesquisas, vacinas e remédios "inteligentes", num carrossel de grandes interesses para os gigantescos conglomerados econômicos, que regem os destinos da saúde, na Terra. 

Entretanto, até aqui, temos visto que nem mesmo a maciça inversão de recursos e os  novos conhecimentos e tecnologias não ofereceram melhores condições de vida para todos os habitantes do planeta. Por quê?

Porque a monetização da saúde, a tornou um item econômico um novo bem só acessível, plenamente, pelas pessoas com maior poder aquisitivo. Cirurgias e tratamentos são caríssimos e não estão disponíveis para todos. A população mais pobre, escassamente, usufrui dos grandes avanços e ótimos recursos da medicina.

Os pobres só recebem atenção de qualidade quando da saúde deles depende, também, a saúde das classes mais privilegiadas. Exemplo disso está na ocorrência de endemias e/ou pandemias, com a incidência de virus desconhecido, como ocorre com o atual corona vírus-covid-19. Nesses casos, acende-se o alerta vermelho para a saúde de todos. De repente, aparecem recursos nunca antes disponíveis e, inclusive, muita pressa para curar pobres e ricos. Fora disso, sempre estão escassos os recursos para a saúde geral da população.

Mas a pergunta é: Como será a medicina do futuro? 

Não há como prever essa evolução que caminha a passos largos, sempre com a visão do grande lucro que pode oferecer aos senhores capitalistas. No entanto, a lógica nos permite especular que a tecnologia digital continuará abrindo caminho, substituindo antigas práticas por outras modernas e mais eficientes, principalmente nas modalidades de diagnósticos das enfermidades e das deficiências do corpo. Os tratamentos incluirão novos aliados: a nanotecnologia e os diagnósticos e tratamentos via campo vibracional da pessoa, seus órgãos, tecidos e organismos vivos da biodiversidade presente na biologia humana. Estes serão os novos campos ou novos recursos por onde ocorrerá o desbravamento dos mistérios do corpo humano em sua funcionalidade física e emocional do ser.

Também as vacinas com componentes para insersão no DNA logo estarão em uso e evidência. O debate será que, se por um lado buscarão oferecer sua eficária para toda a vida da pessoa, por outro lado, representarão uma interferência desconhecida no DNA, podendo, também, em tese, modificar o próprio ser humano... o que se assemelha a um tiro no escuro. Além do mais, tal intervenção no DNA humano poderá abrir caminho para outras intervenções que possam ter finalidades de moldar o comportamento da pessoa e restringir o seu livre arbítrio. 

O futuro bate às portas do presente e pede passagem para incluir as novas ferramentas e tratamentos. Já começamos a mudar o vocabulário da saúde humana. Cada vez mais ouvimos palavras como: Medicina Integral ou Integrativa, Medicina Vibracional e Medicina Quântica.

Tudo indica que a vida será mais confortável para quem puder pagar...

.-.-.-.-.-.-.-.



segunda-feira, 1 de junho de 2020

POR QUE O HOMEM TEM MEDO DE DEUS?

Aprendemos que a morte é o único caminho para uma pestemsoa chegar à presença de Deus. Se todas as pessoas gostariam de evitar a morte, todos querem evitar ir à presença de Deus. Resta claro que o homem não quer ir à presença de Deus. Todos têm medo de Deus. 

E, por quê ocorre essa fobia de encontrar Deus?

Eu acho que as religiões carregam maior parte desse fardo pois inculcaram na mente humana - ocidental - realidade totalmente contrária à existência de um Deus que ama, perdoa, e que dá a todos o tempo necessário de compreenderem sua dupla realidade humana e espiritual.

Principiaram por carecterizar o ser humano como culpado desde o nascimento e essencialmente voltado para o mau.

Criaram para nós um Deus cruel, ciumento e vingativo, ou seja, um Deus eivado de todos os defeitos do ser humano.

Impuseram uma só vida humana, pequeníssima em sua duração de 80 a 120 anos, depois da qual viria um Juízo que definiria condições espirituais eternas, pelos trilhões de anos da eternidade, sem atenuantes de alguém ter vivido apenas algumas dezenas de anos terrestres ou nem sequer, talvez, ter compreendido a própria vida.

Praticamente, transformou a morte em condenação, dado à falibilidade do ser humano.

Nesse quadro, o temor a Deus que deveria significar amor e respeito ao ser supremo, foi transformano em pavor de encontrar o Criador. Se fosse perguntado aos homens: Quem gostaria de morrer hoje para estar com Deus, no céu? Nem precisamos cogitar de outras respostas. NINGUÉM! 

Claro que ninguém deve desejar a morte, principalmente, porque está aqui, justamente, com a missão de viver. Desejar a morte, seria renunciar aos planos divinos para a vida no planeta sendo esta a grande oportunidade para a evolução do Ser.  

No entanto, admitir e aceitar, com normalidade, o cessamento da vida terrestre, já seria um grande avanço pois o fato em si é, apenas, mais um ato inerente à vida, como o é o próprio nascimento.

A morte não é punição ou desgraça que deva ser evitada a todo custo. Nascer e morrer são atos idênticos, em sentido opostos, quando se considera o período de existência do ser físico, ou seja, a realidade humana. A morte daqui é um renascimento no plano espiritual e vice-versa.

Claro que me refiro às muitas vidas físicas, inerentes à vida do próprio espírito, criado eterno,  no entanto, sem ciência do bem e do mal, assim, carente da própria evolução espiritual.

Este "ser" que está, agora, imantado a um corpo físico, NÃO MORRE NUNCA e, ao contrário, Deus lhe concede a oportunidades na multiplicidade de vidas humanas, exatamente para que atinja o ideal da elevação espiritual.

Somos filhos de Deus!  Somos uma centelha da energia emanada de Deus! Somos parte de Deus! Somos Espíritos que evoluem para a realidade divina, mediante muitas vidas físicas, para adquirir ciência e virtudes.

Ora nos corpos físicos, ora no mundo astral, sempre portamos um corpo de energia que nos dá a identidade espiritual individualizada.

O homem não deve temer - ter medo - do seu criador, esse Deus de amor que a tudo preside e que, do homem, não exige mais do que sua própria evolução como ser espiritual que é, sem lhe imputar culpas e condenações pelas suas falhas e fraquezas. O aluno que não aprendeu, apenas repete as mesmas lições. 

Deus não impõe ao homem esforços supremos, além da sua capacidade, mas, ao contrário, exige que ele viva e adquira experiências e sabedoria, através das escolhas certas, no uso do seu livre arbítrio.

O PAI não exige que o homem vença inimigos mais poderosos do que ele, na presente realidade física, quando o espírito ainda não tem sequer consciência do seu poder e da sua luz.

O homem só vai encontrar Deus quando estiver em condições espirituais compatíveis com a Divindade. Até lá, evolução.

-.-.-.-.-.-.-