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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Tristeza não é doença psiquiátrica.

Tristeza não é doença psiquiátrica, tranquilizantes para quê? - Clique neste link para ler toda a matéria.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que a depressão será a doença mais comum do mundo daqui a 20 anos. Atualmente, 121 milhões de pessoas sofrem da doença. Porém, para o médico Miguel Chalub, há um certo exagero nesses números. Ele defende que tanto os pacientes quanto os médicos estão confundindo tristeza com depressão.
Chalub, psiquiatra e uma das maiores autoridades brasileiras em depressão, afirma que, atualmente, qualquer tristeza é tratada como doença psiquiátrica. Os pacientes preferem recorrer aos remédios a encarar o sofrimento.”(1) Muitos médicos se rendem aos laboratórios farmacêuticos e indicam antidepressivos sem necessidade, exceto os psiquiatras que são os que menos receitam antidepressivos, porque estão mais preparados para reconhecer as diferenças entre a “tristeza normal e a patológica, segundo Chalub.
Muitos profissionais se deixam levar pelo lobby da indústria farmacêutica. Não se pode mais ficar entediado, aborrecido, chateado, porque isso é imediatamente transformado em depressão, afirma Chalub. É a medicalização de uma condição humana, a tristeza. É transformar um sentimento normal, que todos nós devemos ter, dependendo das situações, numa entidade patológica. Há situações em que, se não ficarmos tristes, é um problema – como quando se “perde” um ente querido. Mas o homem não aceita mais sentir coisas que são humanas, como a tristeza, explica Miguel.
Para Chalub o que diferencia a tristeza normal da patológica é a intensidade. A tristeza patológica é muito mais intensa. A normal é um estado de espírito. Além disso, a patológica é longa. É o aperto no peito, dificuldade de se movimentar, a pessoa só quer ficar deitada, dificuldade de cuidar de si próprio, da higiene corporal. Na tristeza normal, pode acontecer isso por um ou dois dias, mas, depois, passa. Na patológica, fica nas entranhas, informa Chalub.
Quem mais receita antidepressivos não são os psiquiatras, são os demais médicos. Os psiquiatras têm uma formação para perceber que primeiro é preciso ajudar a pessoa a entender o que está se passando com ela e depois, se for uma depressão, medicar. Agora, os não psiquiatras, não querem ouvir. O paciente diz: “Estou triste.” O médico responde: “Pois não”, e receita o ansiolítico. Eis o problema!


[ Jorge Hessen ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Jornalista, professor e historiador (licenciado pela Unb) articulista e palestrante.







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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A Justiça de Deus no Sofrimento



Falar sobre Deus é muito fácil quando o seu ouvinte quer ouvir palavras de fé sobre Deus, sobre os anjos, sobre Jesus, sobre a criação, sobre o céu e sobre a salvação da alma. No entanto, já se torna mais difícil quando o seu ouvinte não crê em Deus e nem no destino espiritual da alma.

Hoje quero abordar sobre um terceiro tipo de ouvinte para o qual também é um pouco difícil falar de Deus. Refiro-me àqueles que estão desiludidos, brabos ou mesmo com raiva de Deus.

É comum pessoas ficarem desiludidas com Deus após passarem por situações adversas em suas vidas quando, por mais que queiram, não conseguem entender como Deus permitiu tanta "desgraças" em suas vidas.

Realmente, pelo ângulo da justiça humana, fica difícil inserir a bondade de Deus em diversas situações de grande desconforto social, como: Pobreza extrema; condições críticas de saúde; Extremo sofrimento, Azares fortuitos; Acidentes ou a ocorrência de fatores climáticos/telúricos de graves resultados para a vida humana.

Onde situar o amor de Deus na vida de uma criança que nasce com deficiência física, com a ausência de sentidos ou de órgãos essenciais à vida?

Onde situar o amor de Deus na vida dos pais amorosos – muitas vezes religiosos – que sofrem a perda prematura de seus filhos, para os quais se desenhava um futuro de grandes realizações?

As religiões pouco ou nada têm a dizer para essas questões afora citar alguns versículos da Bíblia que só um pouco atenuam o sentimento de angústia ou inconformidade das pessoas afligidas pelos acontecimentos inesperados.

E por que as religiões confortam tão pouco?

Confortam pouco porque as religiões não penetram o reino espiritual. Elas cessam a sua atuação diante do túmulo. Abandonam ali um espírito que, muitas vezes, sequer rompeu os laços que o prendem àquele corpo prestes a iniciar a decomposição. Abandonam a Alma no momento que mais careciam do amor e das preces dos parentes e amigos.

As religiões não oferecem respostas claras e nem justificativas plausíveis porque não aceitam as “novas revelações” de Jesus, trazidas pelo Espírito de Verdade.

No bojo do conhecimento da realidade espiritual e das múltiplas vidas da alma imortal está a razão e a lógica da dor e do sofrimento que, tantas vezes, marcam nossa existência terrena.

A dor e o sofrimento têm motivo. Têm lógica. Têm objetivo e, sobretudo, têm em si a manifestação da justiça e do amor de Deus. Eles representam a própria purificação de nossos erros em vidas passadas, os quais nos impedem o acesso aos planos espirituais de paz e felicidade. Esses próprios sofrimentos, quando aceitos, são o passaporte que nos livrará das regiões de sofrimento no mundo espiritual.

Não se sofre menos quando se compreende a razão do sofrimento. Todavia, há um grande conforto para alma quando compreendemos o sofrimento, principalmente quando sabemos que, através dele, estamos galgando novos degraus na direção da nossa evolução plena, na direção de Deus.

Não é preciso se tornar espírita para aceitar essa compreensão, aliás, digo sempre que todas as pessoas deviam conhecer o teor da Doutrina Espírita, sem contudo, ver nisso um convite para mudarem suas crenças religiosas. 

Insisto em que cada um deve ficar na igreja que lhe dá conforto e que lhe traz paz de espírito. Entretanto, ninguém deve abrir mãos dos conhecimentos sobre a vida espiritual e sua estreita relação com a vida na Terra – antes do nascimento, durante a vida e depois da morte do corpo físico.


O Espiritismo não tem igrejas, 
não tem sacramentos e 
não tem dogmas religiosos.

O Espiritismo não busca adeptos.

O Espiritismo, apenas, difunde conhecimentos.


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sábado, 1 de outubro de 2011

O Trabalho Espírita


Os Espíritos não ficam à mercê de nossos caprichos e vontades. Quando marcamos uma reunião não o estamos fazendo apenas com os nossos irmãos encarnados, estamos marcando um trabalho sério com os Guias e Mentores Espirituais. Todo trabalho espírita deve ter local, horário e método. Quanto mais organizado o grupo melhores serão os resultados obtidos.

Precisamos atuar com seriedade e responsabilidade diante dos compromissos assumidos. Precisamos executar com amor as tarefas que nos foram competidas, sem julgar que sejam de maior ou de menor expressão naquele contexto. São sagrados também os horários convencionados. Uma reunião deve iniciar no horário previsto.

O intercâmbio com o Plano Espiritual é algo muito sério e importante. Nossos irmãos espirituais concordam em trazer-nos a sua caridade e, nessa tarefa, empregam o seu tempo, a sua experiência e, sobretudo, requerem toda uma organização logística de meios, de purificação de energias e de organização das defesas do ambiente. Nós não fazemos ideia de quantos recursos espirituais estão mobilizados para as nossas reuniões. Há trabalhadores espirituais que ali comparecem com bastante antecedência para realizar tarefas imprescindíveis aos bons resultados pretendidos.

Num dos livros de André Luís sobre os trabalhos mediúnicos está mencionado que, numa reunião onde havia uma dezena de encarnados, estavam presentes cerca de 130 entidades espirituais, entre trabalhadores e assistidos.

Um trabalho desorganizado corre sério risco de receber assistência de "irmãos espirituais" de pouca seriedade, sem compromisso com as verdades ensinadas por Jesus.

Entretanto, simplicidade - do culto e do local - não exclui a imprescindível ajuda espiritual. Os “mentores” sabem identificar as condições necessárias para desenvolver o trabalho, quando conta mais a fé dos que se reúnem e a qualidade das energias do ambiente.

O Espiritismo é fonte inesgotável de conforto para a alma. Nele a fé se encontra com a própria realidade espiritual. Pode-se sentir a presença dos anjos de Deus e, não raro, deixamos com eles todo o peso dos nossos problemas e preocupações. Para usar uma expressão mais corriqueira: De uma reunião espírita, quase sempre, saímos de "alma lavada".

É um grande privilégio ser Espírita!


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