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Espírita - Brasil

sexta-feira, 1 de julho de 2011

ABANDONO DO CORPO APÓS A MORTE


JÔ -  em Fortaleza

Obrigado ao amigo  JÔ, Jostemídio Abreu, por autorizar a publicação de um capítulo do seu livro, em elaboração, Sabedoria Infinita -Visões e Revelações (Título Provisório). Como ajudei na revisão e digitação, até aqui, sinto-me à vontade para afirmar que se trata de um livro com excelente conteúdo - espiritual e prático - posto que o Jô é um excelente médium e a sua vida obedeceu a um roteiro bastante incomum, no que respeita à família - infância e juventude:


"ABANDONO DO CORPO APÓS A MORTE - AULA

Sonhei que ia morrer.

Havia muitas pessoas dentro do meu quarto. Estavam ali para assistir ao desligamento do espírito na sua saída do corpo físico. Um deles comandava a operação. Foi uma experiência muito interessante. Ao que percebi eu não tinha que fazer nada. A minha função ali era totalmente passiva.

Foi aí que senti todo o meu corpo estremecer numa espécie de forte vibração que atingia todas as células. Percebi como se algo fosse sendo arrancado de dentro de mim mesmo, isto é do meu corpo físico. A vibração aumentava de intensidade e eu comecei a sentir uma vontade de voar para o espaço.

Cessada a vibração eu me vi completamente fora do corpo, sentindo uma sensação de liberdade que não consigo descrever. Uma felicidade imensa se apoderou de mim. Todos ao meu redor observavam atentamente os meus movimentos.

Perguntado se estava com medo, respondi que não. Eu tinha a sensação de que havia morrido e não estava triste, zangado ou aborrecido. Ao contrário, me sentia muito feliz.

A seguir o instrutor me informou que toda aquela operação era apenas um ensaio para que eu soubesse como seria a morte verdadeira e para que informasse às pessoas que não precisamos temer a morte. Ordenou-me então que retornasse ao corpo o que fiz rapidamente pois me encontrava sem roupas no meio de tantas pessoas.

Durante o tempo em que estive desligado do corpo fui vigiado atentamente para não ceder à tentação de sair para longe dele e usufruir aquela total sensação de liberdade.

O instrutor me disse que aqueles que estavam ao meu redor eram seus alunos, aprendizes que deveriam saber o que fazer quando recebessem a incumbência de presidir a desencarnação de alguma pessoa. Eles deviam saber diferenciar o desligamento do espírito quando da ocorrência da morte real, do simples fato de o espírito estar fora do corpo físico, quando da ocorrência das viagens astrais e, assim, prestarem a ajuda pertinente a cada caso.

Acordei e fui ao banheiro. Ao voltar para a cama olhei o relógio e vi que eram 03:15 da manhã.

Não sei se compreendi bem a tal experiência de morrer, mas de uma coisa estou certo: Se o ato de morrer for igual ao que experimentei, será uma coisa muito boa. Sabendo que todos vamos morrer, é certo que um dia saberemos por experiência própria.

Em tudo nos conforta o fato de sabermos que nunca estaremos sós, abandonados à própria sorte. Um anjo do Senhor estará sempre ao nosso lado para nos ajudar e socorrer."


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