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Espírita - Brasil

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Minha Mãe (Casemiro de Abreu)




Minha mãe!

Da pátria formosa, distante e saudoso,
Chorando e gemendo meus cantos de dor,
Eu guardo no peito a imagem querida
Do mais verdadeiro, do mais santo amor!
Minha mãe!

Nas horas caladas das noites de estio,
Sentado sozinho, co’a face na mão,
Eu choro e soluço por quem me chamava:
Ó filho querido do meu coração!
Minha mãe!

No berço pendente dos ramos floridos,
Em que eu pequenino feliz dormitava,
Quem é que esse berço com todo o cuidado,
Cantando cantigas, alegre embalava? 
Minha mãe! 


De noite, alta noite, quando eu já dormia, 

Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus,
Quem é que meus lábios dormentes roçava, 
Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus? 
Minha mãe! 

Feliz o bom filho que pode contente, 

Na casa paterna, de noite e de dia, 
Sentir as carícias do anjo de amores, 
Da estrela brilhante que a vida nos guia. 
Uma mãe! 

Por isso eu agora, na terra do exílio, 
Sentado, sozinho, co’a face na mão, 
Suspiro e soluço por quem me chamava: 
Ó filho querido do meu coração! 
Minha mãe!. 

Casemiro de Abreu



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