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Espírita - Brasil

sábado, 21 de julho de 2012

TRISTEZA E DEPRESSÃO



A tristeza envolve nosso corpo mental em densas nuvens escuras  que impedem a absorção das energias essenciais da vida. Nesse quadro ficam baixas as defesas do organismo físico. Nessa circunstância, instalam-se as doenças ou evoluem aquelas que já se encontravam sob tratamento.

A tristeza aceita e cultivada pelo Espírito pode, facilmente, evoluir para o estado de depressão, doença já denominada de “mal deste século”, tal a vertiginosa ascensão de sua incidência nos dias de hoje.  Alguns já admitem tratá-la como epidemia.

Entre os que restringem sua visão aos limites da vida física, o quadro depressivo constitui perigoso atalho para o suicídio.

O suicida, segundo nos relatam espíritos que passaram por essa prova, fica preso à tristeza da qual pretendia se livrar. Permanece no mesmo lugar e com os mesmos problemas, agora na esfera mental e, ainda, responderá pelo dano causado ao corpo espiritual - o perispírito - do qual depende para formar novo corpo físico, em próxima encarnação. O novo corpo poderá plasmar-se carecendo dos órgãos ou sentidos danificados no ato de interromper a vida precedente.

Mas, voltemos à tristeza e à depressão.

Conquanto o entrar em estado de tristeza e depressão possa ter decorrido de circunstância alheia à vontade da pessoa, a cura, entretanto, passa exatamente pela vontade do enfermo. Novas atitudes e novos enfoques da vida podem reverter o estado de tristeza. Trabalho e lazer terão papéis importantes na cura. Atividades como ir à igreja, ao teatro, ao cinema, à praia, ao jogo de futebol ajudarão no retorno da alegria de viver. Dedicar-se a uma causa social é, também, uma boa alternativa.

Um caso concreto:

Um dia, o Zé Maria, médium amigo meu, com o qual realizava culto  no lar, trouxe á reunião um senhor que pedia oração para tratar o quadro de profunda depressão em que se encontrava. Após explicar-nos circunstâncias de sua vida, este senhor relatou que sua angústia lhe induzia  idéias suicidas e que até já comprara uma arma para esse fim.

Disse-lhe que faríamos a oração e que lhe aplicaríamos passe por uma semana, se desejasse. Falei-lhe que todos temos Guias e Protetores Espirituais e que eles estariam ao lado dele para que superasse esse momento crucial de sua vida. Por fim, enfatizei-lhe que toda essa ajuda externa não teria o poder de influir naquela situação, posto que tudo isso estaria condicionado a  uma atitude dele. Diante da sua concordância de que tudo faria para recuperar a normalidade de sua vida, eu lhe falei:

“A depressão é como um poço profundo em que cai o indivíduo. Desse poço a pessoa tem que sair sozinha, ninguém poderá tira-la de lá. A ajuda de Deus – orações e passes – será como uma corda atirada, à qual a pessoa poderá agarrar-se para sair do fosso. Aceitar a ajuda e esforçar-se para sair é tarefa individual e intransferível de quem lá se encontra.”

Após o tratamento nunca mais estivemos com o referido senhor. Meses depois soubemos que mudara, com a família, para nova cidade e lá montara um negócio que já prosperava. Recuperara a normalidade sua vida.

Momentos de tristeza fazem parte da vida e independem de nossa vontade. No entanto, se passar por eles é uma obrigação, permanecer neles já é uma decisão pessoal. O mesmo se pode dizer para os momentos de raiva e ressentimentos. 

Está na bíblia o sábio conselho do Rei Salomão para que se cultive a alegria como remédio e se afaste a tristeza que é porta da entrada das doenças:


O coração alegre é como o bom remédio 
mas o espírito abatido seca até os ossos. 
(Provérbios 17:22)


Nota: Deixo claro que não tenho formação em área de saúde e que, portanto, não está aqui descrito nenhum roteiro para tratamento de saúde.


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