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Espírita - Brasil

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Inimigos e Benfeitores

"Se soubéssemos quem são os nossos inimigos e aqueles que nos maltratam, nós lhes beijaríamos os pés" (Chico Xavier)

Às vezes, falta-nos a devida compreensão do ensinamento de Jesus:

"Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam." (Lucas 6:28)

A rigor, logo pensamos que isso diz respeito a necessidade de praticar o amor - amar ao próximo - entretanto, não é apenas isso. O Espiritismo vem nos ensinar que todo o mal que recebemos é a exata colheita do mal que semeamos em nossas vidas (presente e passadas). É a colheita obrigatória ou Lei do Retorno das Ações.

É isso mesmo: Os que nos perseguem e nos fazem mal são os nossos cobradores pelos males que causamos no passado. De outra forma seria injustiça uns receberem o mal e outros a felicidade.

Nesse sentido, também, devemos entender o ensinamento de Jesus:

"Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil. (Mateus 5:25-26).

Reproduzo, abaixo, trecho da publicação do texto da "Redação do Momento Espírita" de 30-05-2011, sobre a "Lei do Retorno":


"LEI DO RETORNO
........
"Pensando em Lei de causa e efeito, ou também conhecida como Lei de retorno, podemos procurar entender algumas questões da vida.

Ontem, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes. Hoje, talvez o tenhamos de volta, na feição de esposo despótico ou de filho problema, para sorvermos juntos o cálice da redenção.

Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio. Hoje, possivelmente reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, atendendo-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinqüência. Hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.

Assim, cada elo de simpatia ou cada sombra de desafeto que encontramos na família ou na atividade profissional, podem ser forças do passado a nos pedir mais amplas afirmações de trabalho e dedicação ao bem.

Tenhamos sempre em mente que todos os delitos que cometemos não desaparecerão no silêncio do túmulo, porque a vida prossegue, além da morte, desdobrando causas e consequências.

Assim sendo, diante de toda dificuldade e de toda prova, façamos o melhor ao nosso alcance.

Ajudemos aos que partilham conosco as experiências, e oremos pelos que nos perseguem, desculpando todos aqueles que nos injuriam.

A humildade é a chave de nossa libertação. Dessa forma, sejam quais forem os obstáculos, lutemos por superá-los com dignidade e honradez.

E não nos esqueçamos de que a conquista da nossa felicidade começa nos alicerces invisíveis da luta dentro do próprio lar."

Redação do Momento Espírita, com base em fato e em mensagem do livro Leis de Amor, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed. Cec. 
Em 31.05.2011.




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