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Espírita - Brasil

domingo, 17 de abril de 2011

UMA FESTA NO CÉU


Voltar pra casa é muito bom. Encontrar a família reunida para as boas-vindas é melhor ainda. Trazer os bons resultados obtidos na viagem é uma consagração. Ser recebido com festa é tudo de bom.

Agora imagine essa reunião no mundo espiritual, poderíamos dizer que haveria uma festa no "céu". Gosto de colocar algumas palavras entre aspas para significar que há mais de um sentido para o seu significado. No caso, céu, como acima referido, não é apenas um lugar, mas muito lugares, no plano astral, onde estarão reunidos os bons espíritos que já iniciaram a sua ascensão espiritual.

Mas a festa de que falava, no céu, é uma realidade, sempre que retorna ao lar, ao seio da sua família espiritual, o Espírito que dali partiu para uma vida física no nosso Planeta Terra, para onde veio em busca do aprendizado e das experiências, necessários para a sua próprio crescimento espiritual.

Eis que se formam dois quadros que, aparentemente, se contradizem e que configuram um contraste. Tristezas para uns e alegrias para outros:

No "céu":

Festa de cores, sons e luz.  Está de volta o ser tão querido, que retorna após cumprir, com méritos, mais uma etapa nos caminhos que conduzem à felicidade e à plena realização do Espírito. Na bagagem, ela já traz as melhores virtudes - as vitórias conquistadas - e uma parcela dos seus débitos resgatados.

Na Terra:

Tristeza e sofrimento daqueles que aqui permanecem e que sofrem a compulsiva separação do ser que amam.


Os que sofrem na Terra, esquecidos do breve reencontro no lar celeste, chegam a duvidar da justiça divina, principalmente, se o ser que daqui partiu não chegou a obter uma existência de muitos anos. Às vezes fica a impressão de que uma vida foi encerrada prematuramente.

Entretanto, não existe o acaso. Tudo se enfeixa na sabedoria e na justiça de Deus. A vida na terra não obedece a um “script” pré-definido, posto que está sujeita ao livre arbítrio do ser encarnado quanto às próprias decisões. Está, no entanto, condicionada a um período já definido, salvo se interrompida pela própria iniciativa daquele que vive.


Dissemos a pouco que havia uma festa no céu pela volta do ser querido ao seio de sua família espiritual. Essa festa, no entanto, é bom que se frise, só ocorrerá quando houver o que comemorar. Pode haver um retorno e nenhuma festa, por falta das vitórias e progressos que o Espírito veio aqui conquistar.

No entanto, o ser que volta ao lar será sempre recebido com amor e compreensão, ainda que diante da falta das vitórias buscadas nessa última encarnação.

Entre os espíritos mais elevados, ninguém julga ninguém.

O único julgamento a que está sujeito o espírito é o da sua própria consciência.

Não é a mesma coisa para os espíritos com pouco ou nenhum desenvolvimento. Estes se acusam mutuamente e procuram realçar a os pontos falhos e as falências uns dos outros. Muitos se especializam em potencializar o sofrimento dos próprios companheiros de infortúnio, realçando seus erros e culpas.

Aos que partiram de nosso meio devemos endereçar nossas melhores energias de amor e de paz, agradecendo-lhes por suas "vidas" entre nós, sendo partes de nossas vidas como pais, filhos, irmãos ou companheiros apenas.

Nossas tristezas ou revoltas causam maior sofrimento aos que partiram.

Melhor quando podemos admitir – segundo o merecimento - que o nosso ente querido não passou por aqui em vão. Quando temos consciência de que ele deu o melhor de si, espalhando e recebendo muito amor. Assim, admitimos que ele partiu para uma vida mais feliz, onde a alegria será constante e a felicidade um estado permanente.


Já é muito bom sabermos que temos uma grande família espiritual - dela saímos e para ela voltaremos. No seio dessa família, as vitórias serão comemoradas e os fracassos compreendidos e consolados.

Da sabedoria chinesa nos vem o provérbio:

“Ao nascer todos sorriam e só você chorava... Viva de forma que, ao morrer, todos chorem e só você sorria”



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