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Espírita - Brasil

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

VIVENDO ESPIRITISMO


VIVENDO ESPIRITISMO – Zé Maria


Em mais de vinte anos  de convivência eu e o Zé Maria compartilhamos, apenas, uns cinco anos de atividade espírita. Nesse período, sendo ambos aposentados, era habitual nos acomodarmos na varanda da minha casa da Praia de Atafona, gastando a tarde em longos papos sobre a Doutrina Espírita, em que ambos iniciávamos. Trocávamos livros e impressões.


Toda pessoa espírita costuma ser uma referência entre os amigos e conhecidos, sempre que se faz necessário um aconselhamento ou uma prece. O Zé Maria, entretanto, nesse particular, poderia ser classificado como um “médium ambulante” tal o número de pessoas que o procuravam para pedir um passe ou uma prece, em qualquer lugar que o vissem.


"Eu nunca vou negar um passe", me respondia,  quando eu lhe falava  que deveria atender, apenas, em lugares previamente preparados para isso. Era uma decisão irreversível e é assim até hoje, sendo que, agora, a idade lhe impõe permanecer mais tempo em sua casa.

Essa convivência diária e o fato de todos saberem que o Zé Maria estaria à tarde, lá em casa, levou a a que estivéssemos juntos em muitos atendimentos de orações, passes e aconselhamentos espirituais.


Esses atendimentos eventuais se tornaram tão frequentes que optamos por reservar um cômodo somente para fazer as preces e aplicar passes. Sem nenhuma programação prévia, atendíamos as pessoas que ali compareciam. Simplesmente acontecia. Aos sábados e domingos era grande o número de pessoas que pediam atendimento.

Quantas vezes, sentados na varanda, sentindo a brisa vinda da praia, o Zé Maria se punha em alerta: Sorrisos curtos e lágrimas furtivas eram sinais da sua mediunidade aflorando. Ele logo dizia no seu jeito simples: "Prepara que aí vem bomba. É coisa pesada...”.

Sem precisar esperar pelos acontecimentos já íamos preparando o ambiente para a oração: Sobre a mesa uma toalha branca, uma jarra de água, algumas flores, folhas de plantas e uma Bíblia. O preparo incluía borrifar o ambiente com alguma essência floral e deixar ao alcance o álcool para higiene das mãos. Era habitual lermos alguns salmos e orações enquanto aguardávamos a chegada das pessoas, quase sempre, já percebidas pela intuição.

Em alguns dias o Zé Maria chegava cedo e me chamava para um mergulho no mar porque, dizia, "hoje o bicho vai pegar". E lá íamos nós mergulhar nas águas do mar deixando as ondas passarem sobre as nossas cabeças para melhor captarmos suas energias.

Eu moro agora em Fortaleza e o Zé Maria continua residindo em S.J.da Barra, cidade que adotou para viver. Atende ainda em sua casa, todos os dias, às 18.00 hs., sem mudança pelo horário de verão. Quem quiser pode fazer a sua prece nesse horário e sintonizar com ele para captar as boas energias que de lá emanam. Para o Espiritismo não distâncias. Ele mantém um livro com os nomes das pessoas que lhe pedem energias e orações.


Sempre que ligo pra ele ele me informa que o meu nome e o de meus familiares estão sempre lá no momento das orações diárias.

Eu me lembro das muitas vezes em que unimos a nossa fé na sintonia de uma mesma prece. Um tempo bom que, agora, evoca a saudade.


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