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Espírita - Brasil

terça-feira, 28 de maio de 2013

O INFERNO SE CHAMA UMBRAL.

O Espiritismo revelou à humanidade o verdadeiro Deus de amor e bondade ao revelar que todas as almas estão em evolução e para isso terão muitas vidas na Terra ou em outras regiões do Universo. 

Também revelou ao mundo que não existem os seres diabólicos, eternamente dedicados ao mal, nem o inferno como local de  CONDENAÇÕES ETERNAS. A inexistência das condenações eternas desagrada muito às religiões porque elas sempre se esmeraram em dominar as mentes humanas, mediante o manejo  do medo e da culpa, diante da falibilidade natural do ser humano. A ameaça do castigo eterno, inexorável e irrecorrível, sempre foi o "carro chefe" para a aceitação de certos princípios religiosos.

Conquanto o Espiritismo tenha abolido o inferno e as penas eternas, decorrentes de condenação divina, mostrou em seu lugar a existência do UMBRAL, que é também um local de sofrimento e infelicidade, todavia, sem o caráter de eternidade e sem resultar de julgamentos ou condenações.

Então, ficamos assim: O local de sofrimento existe e chama-se UMBRAL. O que o diferencia do "Inferno ou do Purgatório", é o fato de o Espírito lá estacionado continuar em pleno aprendizado para a sua evolução espiritual. É, portanto, uma ESCOLA ESPIRITUAL. Lá permanecerá até que, livremente, abrigue o sincero desejo de recomeçar a caminhada da evolução, agora com votos de praticar o bem. 

O espírito atraído para o Umbral ali está por sintonia e afinidade com o mal. Ausente da vida física, todo espírito é atraído para o ambiente astral compatível com seus gostos e práticas, consoante o grau de sua evolução espiritual. Portanto, ninguém foi julgado e condenado a permanecer no UMBRAL.

Há muitos relatos dos Espíritos sobre as condições de VIDA DO ESPÍRITO nas comunidades Umbralinas. Esses relatos nos dão ciência de que cada um sofre o que lhe impõe o seu próprio estado mental, numa espécie de gradação de culpas, o que nos permite inferir que há diversas realidades de UMBRAL. Embora atraindo, por afinidade, os  os "maus" para conviverem com  os "maus", sempre haverá melhores e piores grupos e comunidades.

O relato mais duro dos sofrimentos no plano astral foi para nós registrado no livro "Memórias de Um Suicida", da médium YVONE A. PEREIRA, publicado pela Editora FEB. no local que denominou "Vale dos Suicidas", descrito pelo Espírito de eminente escritor Português que findara sua existência através do suicídio. Por ele Espírito, foi dito que se omitia de narrar as situações mais cruas, para não chocar os leitores do seu relato, ou seja, as piores situações e sofrimentos foram omitidos para não chocar demasiado o leitor. Eis um pequeno trecho de suas narrativas:


"Vale dos Suicidas


Precisamente no mês de janeiro do ano da graça de 1891, fora eu surpreendido com meu aprisionamento em região do Mundo Invisível cujo desolador panorama era composto por vales profundos, a que as sombras presidiam: gargantas sinuosas e cavernas sinistras, no interior das quais uivavam, quais maltas de demônios enfurecidos, Espíritos que foram homens, dementados pela intensidade e estranheza, verdadeiramente inconcebíveis, dos sofrimentos que os martirizavam. 

Nessa paragem aflitiva a vista torturada do grilheta não distinguiria sequer o doce vulto de um arvoredo que testemunhasse suas horas de desesperação; tampouco paisagens confortativas, que pudessem distraí-lo da contemplação cansativa dessas gargantas onde não penetrava outra forma de vida que não a traduzida pelo supremo horror! 

O solo, coberto de matérias enegrecidas e fétidas, lembrando a fuligem, era imundo, pastoso, escorregadio, repugnante! O ar pesadíssimo, asfixiante, gelado, enoitado por bulcões ameaçadores como se eternas tempestades rugissem em torno; e, ao respirarem-no, os Espíritos ali ergastulados sufocavam-se como se matérias pulverizadas, nocivas mais do que a cinza e a cal, lhes invadissem as vias respiratórias, martirizando-os com suplício inconcebível ao cérebro humano habituado às gloriosas claridades do Sol - dádiva celeste que diariamente abençoa a Terra - e às correntes vivificadoras dos ventos sadios que tonificam a organização física dos seus habitantes. Não havia então ali, como não haverá jamais, nem paz, nem consolo, nem esperança: tudo em seu âmbito marcado pela desgraça era miséria, assombro, desespero e horror." (Memórias de Um Suicida-Ed. FEB).


Ao dizer que todas as almas serão SALVAS, o Espiritismo não descreve o caminho da cada uma, posto que o viver de cada espírito está condicionado às próprias escolhas, pelas quais constrói sua própria estrada da evolução, com os estágios felizes ou infelizes que delas resultarem.


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