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Espírita - Brasil

quinta-feira, 5 de maio de 2011

AS NOSSAS ORAÇÕES


 A oração é o precioso instrumento que possibilita a nossa comunicação com o o nosso Criador. 

Deus não precisa das nossas orações. Nós é que precisamos orar para restabelecermos nossa ligação com a fonte das nossas vidas. 

Fazer as nossas orações é semelhante ao fato de telefonarmos para casa quando estamos em viagem, distantes do lar, por isso que as orações devem ser, sempre que possível, simples, espontâneas e cheias de sentimento verdadeiro.


Foi Jesus quem nos ensinou o grande valor e poder da oração, quando disse:

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.
E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?
Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? (Mateus 7:7-11). 

Deus é onisciente e, portanto, sabe das nossas necessidades: Por que precisamos orar pedindo-lhe algo que já sabe de que necessitamos? 

Deus tem ciência das nossas necessidades, mas respeita o nosso livre arbítrio e, também, tem em conta as provas necessárias ao nosso aprendizado.

Recebemos, sem pedir, tudo que é básico para a vida. A maravilhosa máquina que é o corpo humano opera basicamente sozinha: respiração, mente, defesa contra elementos estranhos e nocivos, circulação sanguínea, oxigenação e purificação do sangue, vasos linfáticos, tudo funciona sem o nosso comando prévio. E, só muito raramente, lembramos de agradecer pelo excelente funcionamento do equipamento físico que, como espírito, ocupamos.

A oração é o nosso “telefone” para falar com Deus. É, também, a “porta” que abrimos para receber as bênçãos celestes. Com a oração expressamos que o nosso livre arbítrio deseja tal ou qual coisa ou  solução.

Temos aprendido nos livros ditados pelo Espírito André Luís, psicografados pelo saudoso médium, Chico Xavier, que nenhuma oração se perde. Todas as orações são vistas, analisadas e atendidas ou não, segundo os critérios da providência divina que sabe separar o que podemos e o que não podemos receber, consideradas as nossas necessidades de aprendizado.

A verdadeira oração não é o conjunto de palavras que sai da nossa boca e, sim, aqueles sinceros sentimentos que extravasam do nosso coração.

O padre Lauro Trevisan, em seu excelente livro “O Poder da Oração” abordou claramente esse aspecto, ao contar a seguinte história:

“Certa senhora ia todos os dias à igreja e orava pedindo a cura de uma doença. Era piedosa e orava fervorosamente... No entanto, quando suas amigas lhe perguntavam como estava a saúde, ela, invariavelmente respondia: Não estou bem não, a minha doença não tem cura”.  Conclui o autor: “Essa era a verdadeira oração daquela senhora “a minha doença não tem cura. Essa era a oração que partia da sua espontaneidade."

As nossas orações, as quais devem refletir os nossos sentimentos verdadeiros, serão sempre mais fortes se estiverem embasadas na fé e acrescidas de algum merecimento de nossa parte. Por isso, todos reconhecem quando algumas pessoas que possuem uma oração poderosa. É a presença da fé, da humildade e do merecimento que daí decorre. Jesus, quando quis ressaltar uma oração verdadeira e de poder, indicou a viúva que apenas repetia "Senhor, tenha piedade de mim". Também está dito: "A oração do justo pode muito em seus efeitos".

De Deus emana amor e misericórdia para todos os seres humanos, mas nem todos nos colocamos em condições de receber esse amor e misericórdia, porque nos distanciamos de Deus. Nossos “canais espirituais”, quase sempre, estão obstruídos por entulhos e quinquilharias, oriundos dos desejos e ambições terrenas. Quando oramos, com fé verdadeira, estamos manifestando nossa vontade e, ao mesmo tempo, removendo os empecilhos que poderiam impedir o recebimento do que pedimos.

Engana-se quem pensa que estamos, irremediavelmente, vinculados a condições adversas para reparação dos erros das vidas anteriores. O cumprimento do “carma” é obrigatório, mas não é estacionário. O seu cumprimento é uma oportunidade de aprendizado e arrependimento. Feita a prova, aceito o ensinamento, segue a vida.

A fé remove montanhas.
A oração é o ponto de apoio da alavanca da fé.


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