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Espírita - Brasil

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Aprendendo Com o Sofrimento

Quando vemos uma pessoa maltrapilha que mendiga o pão de cada dia e que não tem onde reclinar a cabeça para um sono tranquilo, nem de longe podemos pensar que ali se materializa a misericórdia de Deus. 

Ajudamos ou não ajudamos àquela pessoa mas, na verdade, não paramos para pensar no por que daquela situação tão dolorosa. Distanciamo-nos do problema para que assim nos pareça que o problema nem existe ou, pelo menos, não nos diz respeito. Quando muito, admitimos que Deus está ciente daquela situação que Ele mesmo permitiu e que, por isso mesmo, Ele sabe o que está fazendo... 

Realmente, sofre apenas quem precisa sofrer.

O sofrimento, no entanto, não constitui mera punição, ele é o ensinamento necessário para o aprendizado e evolução do Espírito. O nosso sofrimento é o ensinamento e, ao mesmo tempo, a reparação do mal que praticamos. Isso é muito importante porque se alguém não aprende com o sofrimento, sofreu em vão.

Aí está a justiça de Deus

E, ainda, o que sofre oferece aos que estão próximos, a oportunidade de praticar boas ações e bons pensamentos, através da caridade e da prece.

Nosso Espírito é imortal e todas as vidas lhe são úteis para a evolução espiritual. A todos nós é dado o ensejo de aprender com vidas fartas e felizes e, também, com vidas menos abundantes de bens, de saúde e de felicidade, desde que a isso nos conduzam com o não aproveitamento das vidas abundantes.

Ninguém está desprotegido de Deus.  A nossa vida é, exatamente, a colheita do que semeamos em outras vidas. Por exemplo, o descaso com a saúde numa vida pode vir a ocasionar uma saúde precária em outra vida.  Vícios menos saudáveis estarão impressos em nossos perispíritos e serão tomados em conta na formação do novo corpo que o Espírito vier a habitar.  Também o que pôs fim a uma existência pela mutilação do corpo atual, poderá receber um corpo com membros e funções faltantes, o qual resultará da mutilação do corpo anterior.

Não há punição e nem injustiças.  Quando nasce uma criança sem o cérebro, quase ninguém cogita que o membro faltante foi destruído em vida precedente e que a prova atual é uma "colheita obrigatória" daquele mal anterior. Também os pais que recebem essa prova, dela necessitavam, na colheita dos seus atos praticados anteriormente.

No entanto, num raciocínio rápido, quase todos os pensamentos se voltam contra Deus, mentalmente afirmando: Como o Deus de amor permitiu que tal fato acontecesse a um inocente...?

Por essa razão, nenhuma concepção deve ser interrompida, para que não ocorra a perda da oportunidade de reequilíbrio do Espírito encarnante, ainda que sua vida seja breve. 

Todas as provas a que refutamos, de alguma forma, retornarão em outro momento, seja de que forma for, pois que o aprendizado é necessário ao Espírito, assim como a colheita obrigatória de tudo que ele semeou.

Quem se julga injustiçado por Deus diante do sofrimento que passa, faria melhor se Lhe agradecesse a oportunidade de reequilibrar o seu Espírito.

Muitas vezes, a prova cessa quando o aprendizado ocorre.

Ninguém ficará "atolado" no carma negativo se já tiver aprendido a lição que nele se continha. O segredo é agradecer a Deus pela nossa vida como ela se apresenta para a nossa vivência. Em em cada situação está o aprendizado que necessitamos para aquele momento. 

Não há sofrimento ou injustiça gratuita, permitidos por Deus. Nunca é demais relembrar os ensinamentos do Mestre Jesus: "Os grandes serão humilhados. Os pequenos serão elevados. Bem aventurados os humildes. Bem aventurados os aflitos porque eles serão consolados."

Muitas vidas... muitos aprendizados... A alma em constante ascensão para Deus.



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