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Espírita - Brasil

domingo, 11 de novembro de 2012

SE DEUS QUISER !



Desejar algo é a parte mais manifesta da nossa personalidade. 

Todos desejamos alguma coisa. Desde que nascemos, desde os primeiros lamentos, manifestamos nosso o desejo de obter alguma satisfação. 

Quando alcançamos obter ou realizar um desejo, já surge uma nova janela e novos desejo entram por ela. Se temos uma casa, precisamos de uma casa maior. Se temos um carro, queremos outro melhor ou mais novo. Se temos um barco, desejamos um outro bem maior. Parece, efetivamente, que não há limites para o nosso querer.

O desejo se traduz no consumo e este impulsiona a economia. Isso é bom para o País. E, nesse trajeto, insere-se a propaganda, cujo foco principal é alimentar o sonho de  possuir e de consumir de todas as pessoas. Menos mal que os sonhos de consumo resultam no progresso material da humanidade. Por essa alavanca do progresso é que surgem a toda hora os novos inventos e as novas tecnologias, adequadas para atender às novas demandas e necessidades das pessoas.

No final, são os sonhos e  desejos que nos impulsionam para estudar e trabalhar sempre com o fim de alcançar o nosso bem estar pessoal.

Os nossos desejos, no entanto, apesar de salutares, podem se transformar em elos que nos prendam à vida terrena, com prejuízo do progresso espiritual que é a meta do nosso Espírito.

Um projeto inacabado pode prender um espírito ao plano terreno, assim como o desejo de continuar a administrar os seus negócios, após a morte do corpo físico.

O destino da alma é a elevação espiritual e, assim, não é natural e nem conveniente que permaneça presa aos seus projetos e realizações terrenas. A vida no Planeta tem finalidade e programação próprias que devem resultar na  elevação e libertação do Espírito.

O amor à família é outro fator que deve ser entregue à Misericórdia Divina. Um ser amoroso, após o desencarne, pode se transformar em fator de perturbação para o ambiente familiar, caso pretenda continuar a proteger sua família, não estando preparado e admitido para tal encargo.

Também os familiares amorosos podem prejudicar a libertação dos seus entes queridos que partiram, quando, mesmo carinhosamente, os convocam em pensamento, ao invés de endereça-los a que os guie o poder Divino e os conforte em sua nova realidade. 

Nem sempre os melhores desejos levarão aos melhores resultados. É preciso permear nossos desejos com o saber e a Misericórdia de Deus que melhor sabe do que convém a cada um.

Mas o que fazer com os desejos?

Parece-me que o melhor é adotar o saber das pessoas simples do interior, acrescentando aos nossos desejos, com sinceridade, aquela pequena frase que já tanto ouvimos: SE DEUS QUISERou se Deus assim o permitir!




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