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Espírita - Brasil

domingo, 12 de junho de 2011

AMOR E SAUDADE



AMOR E SAUDADE


Vou te amar, de longe, de perto, agarradinho...
Ou mesmo sozinho, nas asas da saudade.

Amor é amor.
Um sentimento de alegria, de felicidade, mas, também,
Um pouco de medo, receio, aflição.
Um aperto no coração.

É unilateral.
Posso amar-te loucamente,
Sem que o saiba e até,
Que você me olhe indiferente.

O sorriso que me dás pode ser apenas educado,
Mas eu, que amo, por meu lado,
Vejo o sol resplender, mesmo em dia nublado,
Ou em pleno entardecer.

Mas, se amo, mesmo isolado,
Tenho direito de sonhar, ainda que acordado.
Pensamento livre, nas asas do amor!
Já não há limites... Já não há realidade.

Num turbilhão de alegrias, tristezas, receios, “dor”,
Se misturam, se transformam,
E, apenas, existe felicidade
No simples olhar para uma flor.

Ah, o amor!
Rima rica com flor, mas, também, com dor.
É importante amar alguém
Nunca estar sozinho
Ainda que o pensamento ajude, dando um jeitinho.

Nesse faz de conta, ou de verdade...
O amor faz o seu ninho:
Vou te amar, de longe, de perto, agarradinho...
Ou mesmo sozinho, nas asas da saudade.




.-.-.-.-.-.-.-.


4 comentários:

  1. Não de onde vens amada poesia...
    Se de Deus ou dos homens, do amor ou do sofrimento.
    Só sei que permeada de perfumes e sentimentos, domina-me e me emociona.
    Se não vens de lugar algum, decerto ao menos passaste pela pena de meu Pai.

    Parabéns meu querido pai! Deste-me tanto! E Segue me presenteando com a Poesia do seu modo de olhar a vida...

    Amor de verdade, do seu filho, Alex.

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  2. Alex,
    Vc é o poeta da família. Eu, nem aprendiz.
    Aceito o carinho dos seus versos.
    O seu amor é o que eu sempre quis.
    bjs.
    papai

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  3. "ou mesmo sozinho, nas asas da saudade..."

    "...Dor de amor quando não passa
    É por que o amor valeu..."

    A foto do meu perfil: "Saudade", Almeida Júnior (1899)
    Pinacoteca do Estado, São Paulo

    "Ah, quanta dor vejo em teus olhos
    Tanto pranto em teu sorriso
    Tão vazias as tuas mãos
    De onde vens assim cansada
    De que dor, de qual distância
    De que terras, de que mar
    Só quem partiu pode voltar
    E eu voltei prá te contar
    Dos caminhos onde andei
    Fiz do riso amargo pranto
    No olhar sempre teus olhos
    No peito aberto uma canção
    Se eu pudesse de repente te mostrar meu coração
    Saberias num momento quanta dor há dentro dele
    Dor de amor quando não passa
    É por que o amor valeu"

    DE ONDE VENS (Dori Caymmi / Nelson Motta)

    Saudade das suas postagens, Euleir!
    Abraços.

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